domingo, 29 de junho de 2014

Um novo tratamento para a Segurança Alimentar - Nutrientes da alimentação

  Nas últimas postagens, trabalhou-se o conceito atual, previsto legalmente, de segurança alimentar:  a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. A partir desse conceito, focou-se o assunto sob a ótica de uma segurança alimentar voltada para um conjunto de normas de produção, transporte e armazenamento de alimentos visando determinadas características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais padronizadas, segundo as quais os alimentos seriam adequados ao consumo. Com isso, explicou-se as influências dos perigos durante o processo de fabricação e fornecimento de alimentos de qualidade para a população.
   A partir de agora, o foco será na visão da segurança alimentar como o estado existente quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficiente, segura, nutritiva e que atenda a necessidades nutricionais e preferências alimentares, de modo a propiciar vida ativa e saudável, conceito adotado pela Organização das nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e que está relacionado com os conceitos trabalhados anteriormente.
  Com base no exposto, a visão da segurança alimentar está profundamente relacionada com políticas públicas que visam acabar com problemas sociais como a fome, a desnutrição e a miséria, uma vez que esses são alguns dos principais fatores que provocam a insegurança alimentar numa sociedade. Mas, antes de tratar a questão política, será esclarecido o que o nosso corpo precisa buscar nos alimentos, isto é, como devemos nos alimentar para nutrir-se de maneira correta e com qualidade e, assim, atender à nova visão de segurança alimentar.
  • Quais os nutrientes necessários para uma alimentação saudável? 
Podemos classificar os nutrientes em dois grandes grupos: os macronutrientes e os micronutrientes. Dentre os macronutrientes tem-se proteína, carboidratos, lipídios e fibras. Dentre os micronutrientes tem-se as vitaminas e os minerais.
  •  Onde encontrar esses nutrientes?
A obtenção varia de acordo com o nutriente: proteínas são encontradas em carnes, ovos, leite, peixe; carboidratos são encontrados em pães, massas em geral, arroz; lipídios são encontrados em gorduras vegetais e animais; fibras são encontradas nas frutas e nos vegetais. Sendo assim, quanto mais variada for a sua alimentação, melhor será a disponibilidade desses nutrientes no seu corpo.
  • Quais as funções desses nutrientes no nosso organismo?
De maneira geral, os nutrientes irão garantir o bom funcionamento dos órgãos do corpo e, assim, promover a homeostase. Como exemplo, pode-se citar os carboidratos que terão a função de fornecer energia, os lipídios irão constituir estruturas da membrana plasmática, as proteínas formarão anticorpos, as vitaminas podem servir para formar coenzimas, entre outras funções.

Com isso, sabemos de maneira geral como a alimentação influencia no bem-estar do organismo. Nas próximas postagens usaremos as ideias aqui introduzidas para entender melhor as políticas de segurança alimentar, tais como as políticas de combate à fome. Dúvidas e complementos acerca do assunto da postagem podem ser feitas nos comentários

Fontes: http://www.alimentacaosaudavel.org/Nutrientes.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Seguran%C3%A7a_alimentar
http://www2.ufpel.edu.br/iqg/db/Apresenta%E7%F5es_PPT/Textos%20Complementares/Vitaminas%20e%20Coenzimas.pdf

8 comentários:

  1. A segurança alimentar está além de alimentos contaminados por meios físicos, químicos, biológicos, ela é garantia de acesso a uma alimentação adequada que promova bem estar. Assim, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) afirma que segurança alimentar é o acesso a alimentação quantitativamente e qualitativamente necessários a suprir o corpo, dessa forma programas como a Fome Zero são medidas de segurança nutricional. Além do que, como frisado no post, os nutrientes , sem exceção, precisam está adequados para que todas as reações do corpo ocorram de forma correta e que não produza doenças. Por isso a importância de uma legislação rígida e de uma fiscalização adequada nas empresas que comercializam alimentos, além de informar a população adequadamente, por exemplo, uma pesquisa realizada pela 'Food Standards Agency' (FSA) confirmou que lavar o frango cru, antes de cozinhar, aumenta a chance de contaminação pela bactéria 'Campylobacter'.

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  2. A lei de segurança alimentar e nutricional abrange não só a questão nutricional. Ela estimula também o crescimento da agricultura tradicional e familiar, conservação da biodiversidade e utilização sustentável dos recursos, promoção de saúde, principalmente de pessoas em situação de vulnerabilidade social, produção de conhecimento e acesso à informação e a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e
    participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos,
    respeitando-se as múltiplas características culturais do País. Então, comprova-se que a segurança alimentar está muito mais além do que retirar pessoas carentes da condição de pobreza. Isso demostra o campo de ação dessa estratégia.

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  3. Essa concepção de segurança alimentsr vai muito além da simples ideia de que alimento seguro é aquele que não causa danos. Esse visão trata da segurança da alimentação como um todo,não somente de aspectos de um único alimento. A falta equilíbrio nas dietas e o consumo exagerado de alguns nutrientes como sódio, lipidios e carboidratos em detrimento de proteinas, vitaminas e fibras é um problema que afeta fortemente a saude da população e deve se abordado pelas ações de promoção de segurança alimentar.

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  4. Através de uma nova designação, a segurança alimentar é vista como objeto de política pública, como foi o caso do programa Fome Zero do governo brasileiro, por exemplo. Vários municípios e estados têm formulado e implementado políticas locais de segurança alimentar. Algumas entidades, como o Instituto Pólis, também têm formulado propostas neste campo, o que demonstra que o tema foi incorporado pelo governo e pela sociedade civil. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), define segurança alimentar como a garantia de que as famílias tenham acesso físico e econômico regular e permanente a conjunto básico de alimentos em quantidade e qualidade significantes para atender aos requerimentos nutricionais.

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  5. Os alimentos possuem uma composição bastante complexa, ou seja, possuem um número muito grande de componentes. Este componentes são em sua maior parte água, proteínas, lipídios e carboidratos, além de outros importantes como sais minerais, vitaminas (cofatores) e ácidos nucléicos. Tal como o corpo humano, que consegue aproveitar significativa parte destes compostos, uma grande variedade de espécie de microrganismos também estão habilitados a fazê-lo. Isto faz com que os alimentos sejam locais ideais para a proliferação destes organismos. Aí onde entra a segurança alimentar, que busca reverter a ação desses microorganismos. Uma nova designação para Segurança Alimentar também têm sido usada recentemente para defini-la como o estado existente quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficiente, segura, nutritiva e que atenda a necessidades nutricionais e preferências alimentares, de modo a propiciar vida ativa e saudável. Neste sentido a segurança alimentar é vista como objeto de política pública, como foi o caso do programa Fome Zero do governo brasileiro.

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  6. O conceito de uma alimentação segura envolve o bem-estar das pessoas, não apenas no aspecto de saúde, mas também nos aspecto de ter garantida uma vida digna como ser humano. Dessa forma, entra a questão de uma alimentação adequada que forneça nutrientes suficientes não apenas para que o corpo funcione e o indivíduo sobreviva, mas sim para que essa pessoa possa desenvolver suas atividades normais e seja feliz. Então, acredito que o blog deva explorar o papel de cada um desses nutrientes (sais minerais, vitaminas, carboidratos, proteínas...) no equilíbrio hormonal e no bem-estar físico e mental do nosso corpo, uma vez que são fatores bioquímicos de muita importância na perspectiva dessa nova abordagem da segurança alimentar.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Um fato curioso a ser observado é que o termo "Segurança Alimentar" começou a ser utilizado após o fim da Primeira Guerra Mundial. Com a traumática experiência da guerra, vivenciada sobretudo na Europa, tornou-se claro que um país poderia dominar o outro controlando seu fornecimento de alimentos. A alimentação seria, assim, uma arma poderosa, principalmente se aplicada por uma potência em um país que não tivesse a capacidade de produzir por conta própria e suficientemente seus alimentos. Portanto, esta questão adquiria um significado de segurança nacional para cada país, apontando para a necessidade de formação de estoques "estratégicos" de alimentos e fortalecendo a idéia de que a soberania de um país dependia de sua capacidade de auto-suprimento de alimentos.

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