Continuando a abordagem do Programa Fome Zero iniciada em postagens anteriores, agora será tratado sobre alguns aspectos do Bolsa-Família, tais como sua origem e características principais.O Programa Bolsa-Família surgiu em outubro de 2003 a partir da unificação de quatro programas de transferência de renda, já citados anteriormente nas postagens do blog, do governo federal - Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Auxílio-Gás e Cartão-Alimentação.
Como já foi trabalhado, programas de transferência de renda tem como objetivo fazer a transferência direta de dinheiro para beneficiários do programa a partir da realização de uma série de exigências. No caso do Bolsa-Família, essas exigências eram a comprovação da presença dos filhos nas escolas, a caderneta de vacina dos filhos atualizada e o comparecimento periódico dos filhos em postos de saúde. Cumpridas as exigências, o responsável por receber o benefício do programa recebe uma renda, que em 2003 variava entre R$ 15,00 e R$ 95,00 para famílias com renda per capita menor do que R$ 100,00, para ser utilizada no sustento da família: alimentação, higiene, lazer, entre outros.
Com base na postagem anterior sobre a distribuição de cestas básicas, pode-se levantar o seguinte questionamento:
Qual seria a medida mais viável: distribuir o alimento e produtos de higiene em si, através da cesta básica, ou fornecer o dinheiro para as famílias comprarem esses produtos?
Para nortear essa reflexão, alguns pontos devem ser levantados:
Para nortear essa reflexão, alguns pontos devem ser levantados:
- A influência da mídia sobre o poder de compra das pessoas pode influenciar muito na escolha dos alimentos, fazendo com que muitas famílias não tenham uma nutrição correta. Isso, pode ser visto através de inúmeras propagandas que tentam vender produtos com alto teor de lipídios e carboidratos que, sozinhos, não conseguem atender as necessidades nutricionais de uma pessoa, como mostra o esquema abaixo:
No esquema, pode ser visto que se tivermos um alimento baseado apenas em lipídios e carboidratos, não conseguiremos sintetizar todos os aminoácidos necessários, uma vez que existem aqueles aminoácidos que só podem ser obtidos pela ingestão de proteínas dos alimentos - os chamados aminoácidos essenciais. Com base nisso, não conseguiríamos sintetizar proteínas; fato que acarretaria em uma série de problemas.
- A cesta básica, como já visto na postagem anterior, possui seus defeitos e carências. Resta fazer um balanço entre suas vantagens e desvantagens para entender até que ponto a cesta básica é viável.
- O que seria mais expressivo em um modelo capitalista: fornecer recurso monetário para a população, subindo assim a classe social de inúmeras pessoas, ou fornecer diretamente o alimento que a população necessita?
Com base nesses pontos, gostaria que os leitores do blog respondessem a sua opinião nos comentários do blog. Além disso, sugestões e dúvidas também podem ser feitas nos comentários.
Fontes: http://bolsa-familia.info/mos/view/Fome_Zero/
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/view/1014/794





