Continuando a análise dos perigos à segurança alimentar, hoje vamos esclarecer um pouco mais sobre os perigos físicos. Como dito em postagens anteriores, os perigos físicos são caracterizados pela presença de corpos estranhos - vidro, pedra, parafusos, restos de animais - nos alimentos, mas esses perigos tem uma significância menor em termos de saúde pública em relação aos outros perigos. Esse menor significância ocorre, pois os perigos físicos, ao contrário dos perigos biológicos e químicos, não possuem uma capacidade de provocar problemas contagiosos a ponto de contaminar uma população, uma vez que os problemas associados a esse perigo estão mais vinculados à presença de objetos cortantes, asfixiantes e perfurantes e, de maneira geral, ocorrem em casos mais isolados dentro de uma população.
No entanto, não é possível ignorar a existência desse perigo, pois eles podem provocar danos como cortes no aparelho intestinal pela presença de objetos cortantes e perfurantes, asfixia de crianças pela presença de plásticos, quebrar dentes pela presença de objetos duros, entre outras consequências.
Mas como objetos como parafusos e até restos de animais podem chegar ao alimento comprado pelo consumidor? Para entender isso, vamos mostrar as principais origens dos perigos físicos:
a) Matérias-primas: podem arrastar consigo restos de restos de materiais (terra, pedaços de pedras, folhas, caules) durante a sua aquisição e levá-los consigo para as demais etapas da produção.
b) Materiais de embalagem: quando não são manuseados de maneira correta, podem acarretar no acúmulo de poeira e outros tipos de partícula na sua superfície que, posteriormente, podem entrar em contato com os alimentos ou com as matérias-primas envolvidas no processo de fabricação dos alimentos.
c) Instalações, equipamentos e utensílios: esses três devem estar em condições adequadas para resistir a impactos, aquecimento, corrosão, ou seja, resistir as etapas do processo de produção dos alimentos para evitar que materiais como tinta, ferrugem, poeira e restos de metais provenientes do local de produção possam se misturar aos alimentos.
d) Operadores: pode haver a possibilidade de contaminação por objetos - botões, cabelo, pedaços de jóias - provenientes dos próprios operadores da produção.
Conhecidas as origens do problema e algumas de suas consequências, faremos uma análise agora da repercussão da identificação de uma contaminação por perigo físico. Quando o consumidor detecta um problema desse perigo no produto comprado, geralmente, tenta-se colocar a empresa fabricante na justiça para o devido ressarcimento dos danos. No entanto, é importante destacar a dificuldade de conseguir esse ressarcimento uma vez que é muito difícil comprovar a contaminação pelo objeto encontrado sem que hajam provas concretas dessa contaminação ou sem que haja alguém que sofreu danos diretos pelo consumo do alimento. Além disso, as multas aplicadas às empresas fabricantes, muitas vezes, são insignificante, não constituindo uma forma correta de punir os danos provocados por erros da própria empresa em garantir a qualidade dos seus produtos.
Chega ao fim mais uma postagem sobre segurança alimentar. Dúvidas, complementos e sugestões podem ser colocadas nos comentários.
Fontes: http://www.esac.pt/noronha/manuais/manual_4_perigos.pdf
http://economia.ig.com.br/empresas/2013-10-06/de-prego-a-barata-10-corpos-estranhos-ja-encontrados-em-marcas-famosas.html
É necessário que haja uma punição mais rígida par empresas que cometem esse tipo de negligência ao consumidor. É triste notar que essas empresas ficam impunes devido à falta de disposição das pessoas de ir atrás de seus direitos, o que é algo perfeitamente compreensível, uma ver que o sistema brasileiro de justiça desestimula qualquer um de tomar ações em relação a esses delitos, devido a sua morosidade e ineficiência. As empresas acabam, por fim, impunes todos os danos se concentram no consumidor
ResponderExcluirUltimamente as empresas, sobretudo as que trabalham com alimentos, tem padronizado de forma mais efetiva o seu padrão de produção. Isso implica em um controle de qualidade maior. Mas mesmo assim, falhas acontecem, e para os consumidores que foram afetados por esses acidentes, existe o serviço de atendimento ao consumidor. Entretanto, como disse o comentário acima, poucas vezes essa busca pelo ressarcimento termina em concretude. Agora para empresas menores, que não possuem tecnologia suficiente para implantar um padrão de qualidade mais elevado, esses erros, probabilisticamente, são mais suscetíveis. Punição mais rígida é importantíssimo, mas tão importante quanto é mostrar à população que ela pode reclamar caso algo não corresponder aos padrões. Infelizmente a eficiência falha dos mecanismos de proteção ao consumidor dito anteriormente impedem uma adoção de medidas mais efetivas e mais definitivas.
ResponderExcluirA contaminação intencional é um aspecto que não pode ser negligenciado pela gestão da qualidade da empresa. A sua prevenção depende da implementação de um programa de educação e treinamento de pessoal, em todos os níveis. Os trabalhadores precisam estar conscientizados de que a produção de alimentos seguros é de extrema importância para a manutenção de seus postos de trabalho. Daí a necessidade de liderança da alta administração da empresa e da gestão da qualidade e da produção, na elaboração e manutenção de um programa contínuo de educação, treinamento e motivação da força de trabalho
ResponderExcluirUm dos motivos da substituição do operário pela máquina na era contemporânea foi justamente essa questão dos erros durante a fabricação e embalagem dos produtos, já que o erro humano é bem mais comum que o de um robô programado. Entretanto nem toda a produção, principalmente de alimentos, pode ser feita integralmente por máquinas, o que mostra que ainda não estamos livres desse problema de contaminação. Um exemplo disso foram os problemas da presença de ratos e cobras em garrafas de coca-cola esse ano. De qualquer forma o papel dos fiscais de controle de qualidade é importantíssimo na questão da segurança alimentar e deve ser levado mais a sério pelas grandes e pequenas empresas.
ResponderExcluirA contaminação física pode trazer inúmeros problemas para a saúde, pode-se citar como exemplo o caso de açúcar contaminado com ferro e cobalto, o excesso desses metais causa vômitos, diarreias, problemas intestinais, problemas respiratórios, alergias. O excesso de ferro, mais especificamente, além de causar depósitos no fígado, facilita a entrada no organismo dos bacilos da tuberculose e da lepra, assim como dos vírus da malária, do dengue e da febre amarela. Assim, é necessário que o processo de fabricação seja o mais rígido e controlável possível, para que problemas dessa natureza não ocorram. Uma legislação mais rígida poderia ser uma solução, mas é muito difícil comprovar que o produto estava contaminado. Pode- se utilizar,então, cada vez a mais a tecnologia para tornar a análise do alimento mais segura. Com essa ideia, que surgiu o conceito da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) que é um sistema baseado numa sistemática para identificar e analisar os perigos presentes nos alimentos, que segue muitos pontos afim de evitar esses problemas, tornando , assim, a produção do alimento mais segura.
ResponderExcluirAlguns casos de contaminação física de grandes marcas causam grande repercussão, como por exemplo, o caso do rato encontrado dentro de uma garrafa de Coca-Cola, e também o de desenvolvimento de fungos dentro da embalagem de suco Del Valle. Percebe-se que mesmo com as normas de segurança alimentar que as empresas tem que seguir, alguns produtos passam pela fiscalização apresentando irregularidades, muitas das quais são danosas para os consumidores. Por isso, além da fiscalização dos órgãos responsáveis e da própria fábrica, é importante que o consumidor também analise o produto que irá levar e, se for o caso, deve tornar qualquer irregularidade pública, a fim de que a empresa se apresse em tomar medidas para reparar o erro.
ResponderExcluirÉ de fundamental importância que seja aplicada uma punição rigorosa às empresas que cometem esse tipo de atitude. Para que negligências como essas não mais ocorram, a população não pode se acomodar, enquanto as empresas culpadas nada sofrem. A falta de disposição dos cidadãos resulta na manutenção de casos como esses. Apesar de um sistema burocrático, ineficiente e, muitas vezes, injusto, é preciso que as pessoas tomem as devidas atitudes e busquem a punição dos culpados.
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